Ontem nós tive-mos o primeiro Chá Comigo do ano de 2014 e o assunto foi sobre os bons e os maus hábitos e como eles afetam a
nos-sa vida.
Por isso eu quero compartilhar com você alguns pen-samentos que me ocorreram.
O que são os hábitos?
Um
hábito é um ato repetitivo e que acontece de forma automática sem que a gente
tenha que pensar ou decidir para que ele aconteça. Nossos hábitos são o produto
do que a gente tem visto, escutado e vivido de forma cotidiana na nossa vida,
desde que nascemos. Por isso muitos dos nossos hábitos nem sequer são
percebidos. Um hábito tem a particularidade de não necessitar muito raciocínio,
são aprendidos e os fazemos de forma natural. Nós temos diferentes hábitos:
físicos, afetivos, morais, sociais e intelectuais. Por tanto eles afetam todas as
áreas da nossa vida e passam a ser parte do nosso comportamento e
inclusive das nossas decisões. Os
hábitos fazem a nossa vida mais fácil.
O problema é quando esses hábitos, tão
automáticos, não só não ajudam nem fazem a nossa vida mais fácil, mas também
fazem dano, nos prejudicam, nos fazem sofrer. Para mudar hábitos, é preciso ter
verdadeira vontade de mudar, consciência, disciplina, perseverança, mas acima
de tudo... decisão. Não dá para negar que nós, seres humanos somos seres de
costumes, de hábitos, mas também é verdade que se, decidimos, queremos de
verdade, podemos ser seres que mudam, que melhoram. Os maus hábitos são como
uma força invisível que nos impulsiona a comer a unha até a gente se machucar,
a comer guloseimas sem parar, a gritar com as pessoas, a fumar, a beber mais do
que devemos, etc. Estes maus hábitos ocupam boa parte de nossa vida fazendo a
gente perder energia e gerando consequências indesejáveis como a baixa
autoestima e autoconfiança, o medo às mudanças, medo ao imprevisível, o
desgaste das relações pessoais, bloqueio do desenvolvimento profissional,
aumento das preocupações, remorsos, complexos e problemas de saúde.
A nossa
preguiça mental nos leva a dizer “eu sou assim”, “cada um é como Deus fez”,
“mudar hábitos é muito difícil”. Mas nós não somos produtos acabados. Enquanto
estivermos vivos, estamos aprendendo e crescendo. Por tanto é nossa
responsabilidade fazer algo por nós mesmos, por amor a nós mesmos.
Temos que
ter consciência do mau hábito para substituí-lo. Temos que lembrar que esses
maus hábitos são parte de nós, nos acompanham há muito tempo... muitos deles
nos acompanham desde pequenos e modificá-los não vai ser uma tarefa que será
cumprida do dia para a noite. É necessário esforço e dedicação.
Esses maus
hábitos vem das nossas crenças, da nossa forma de ver a vida, de como fomos
ensinados a vê-la, vem do meio onde vivemos, vem da televisão, dos amigos, da
família... Muitas das coisas que fazemos hoje são coisas que nos acostumamos a
ver as pessoas fazendo desde que nascemos... não questionamos se aquilo é bom
ou ruim, se é bom para nós ou não.. simplesmente aceitamos como verdades e nem
percebemos. É completamente automático. Quer ver um exemplo bem banal, bobo até
de como nos deixamos levar pelo que acontece no nosso dia a dia e não percebemos?
Quem de vcs já não se olhou em uma foto antiga e se acha ridículo
com aquelas rou-pas, com aquele corte de cabelo, etc? A gente nem percebe que
está avaliando aquela imagem com base no que é bonito hoje. É muito interessante como
a gente se deixa levar como cordeirinhos pelo que se repete no nosso ambiente e
não percebemos que, muitas vezes, aquilo não serve para nós, não é do nosso
gosto ou não pensamos realmente daquela forma... nós simplesmente aceitamos
aquilo como verdade e saímos por aí dizendo que somos aquilo, que pensamos
aquilo. Mas a partir do momento que vc começa a se autoconhecer, a se
auto descobrir, vc também percebe que a responsabilidade de trocar os hábitos
ruins por hábitos bons é totalmente sua. Como vc já me conhece e sabe que eu
acredito fielmente no poder dos nossos pensamentos, acho que só os nossos
pensamentos são capazes de nos oferecer uma mudança de hábitos efetiva e
consciente. Eu escolho os hábitos positivos que quero ter.
Se eu penso normalmente “não sei se posso”; mesmo
sem perceber, na hora de agir eu, com certeza, vou agir de forma insegura e meu
desempenho será pobre. Se eu digo que tenho dificuldade em matemática, por
exemplo, minhas atitudes serão sempre de bloquear o raciocínio para os cálculos
e se eu começo um curso onde tenho que usar matemática, seguramente eu vou
me sentir desmotivado para o curso ou já entrarei predisposto a não aprender.
O
problema é que a nossa conduta vem comprovar o nosso pensamento e não
percebemos que estamos agindo mal, de maneira pouco útil com nós mesmos. É o
nosso inconsciente incompetente.
Mas
com o autoconhecimento, vc começa a perceber coisas que antes não percebia,
começa a notar em vc atitudes e pensamentos que antes eram naturais e
automáticos. Mesmo agindo de forma ainda limitada, já começa a perceber
pensamentos que provocam a sua forma de agir. Se vc me matricula em um curso
onde tem que usar matemática, já percebe que seus pensamentos estão te
sabotando te levando a agir desta maneira. Aqui vc começa a se mover em um outro
nível... o nível do consciente
incompetente.
Se vc continua no seu processo de autoconhecimento, vc começa
a colocar a sua atenção em agir da forma correta com vc mesmo e vai entrar no
nível consciente competente.
Para
alcançar esse nível é necessário que vc defina qual é o pensamento útil que vc
pode usar para substituir o pensamento limitante. Uma vez definido esse
pensamento, vc tem que se manter muito atento, muito consciente para evitar e
cancelar o pensamento limitante no momento que ele aparece e substitui-lo pelo
pensamento útil que vc definiu. A repetição do pensamento conscientemente
escolhido, do pensamento útil, tem um papel fundamental no processo de mudança
porque é com essa repetição que conseguimos um condicionamento da nossa mente.
É através da repetição que vc consegue instalar um novo hábito que se
transforma em algo automático.
Para aprender a dirigir, nós temos que repetir
muitas vezes a mesma sequencia de movimentos, para aprender a dançar é a mesma
coisa, no colégio, quando estudamos, temos que fazem muitos exercícios para
aprender de verdade a matéria, um idioma só se aprende repetindo muitas vezes
as mesmas palavras ou estruturas gramaticais. Com os nossos pensamentos
acontece exatamente igual. É realmente fácil. Vc simplesmente tem que repetir
uma ação, atitude ou pensamento todos os dias, por pelo menos 21 dias.
Pesquisas demonstraram que uma ação que é repetida por no mínimo 21 dias, tem
grande possibilidade de se converter em um hábito permanente. Os hábitos
positivos tem efeitos positivos e nós podemos colher resultados positivos
sempre que mantivermos esse hábito. Conhecimento tem poder e o conhecimento
colocado em ação na forma de hábito positivo tem um poder enorme.
Nossa vida
pode mudar de forma automática, permanente e rápida. A mudança que vc está
procurando na sua vida está nas suas mãos... ou melhor... no seu pensamento.
Todo o tempo estamos adquirindo hábitos, positivos ou negativos, só que
não estamos conscientes disso. Para conseguir a mudança que queremos nas nossas
vidas é necessário que a gente seja consciente do grande poder que tem os
hábitos e de como eles afetam a nossa vida, que a gente tenha consciência dos
hábitos que temos, dos que queremos mudar e dos que queremos adquirir; dos
benefícios e prejuízos que estamos recebendo.
Os hábitos positivos nos ajudam a
ter uma atitude mental mais positiva, teremos mais controle das nossas emoções,
nossa autoestima estará mais alta, seremos mais otimista e confiaremos mais na
vida, alcançaremos nossas metas com mais facilidade, estaremos mais orientados
na direção do sucesso, eliminaremos os pensamentos negativos e estaremos muito
mais felizes com a gente mesmo e com os outros.
Hábitos simples que podemos
adquirir, caso a gente já não os tenha. Um deles é sorrir sempre... eu já me
levanto sorrindo, adoro sorrir. Podemos ser pontuais... isso evita que a gente
se estresse, fique nervoso, receba comentários desagradáveis e desnecessários,
nos mantém mais calmos. Outro hábito pode ser ler... seja livro comum ou pela
internet, lendo a gente toma um tempo para nós mesmos, viajamos com a nossa
imaginação, aprendemos coisas novas, conhecemos outras formas de pensar, outras
formas de viver, outras formas de ser... outro hábito é ser mais amáveis... com
isso conquistamos a confiança de outras pessoas, mantemos boas relações,
desarmamos aqueles que querem nos ofender, nos mantemos em paz com a gente
mesmo porque sabemos que estamos fazendo algo bacana com a gente mesmo e com os
demais... e um hábito que eu aprendi a ter e que estou adorando é agradecer...
agradecer é a coisa mais deliciosa que há... a gente percebe o quanto nós
temos, o quanto nós somos, o quanto somos felizes e amados, deixamos de focar
nos problemas, nas coisas feias, pois para agradecer vc tem que olhar o bom que
está à sua volta e quando vc aprende a fazer isso, vc percebe que durante muito
tempo vc deixou de ver tudo o que a vida nos dá sem cobrar nada em troca. E
para dar um exemplo do quanto é bom agradecer, eu vou contar uma história de
alguém que não percebia isso.
Um homem ia cometer suicídio e um
mestre estava sentado à beira do rio onde ele ia se jogar.
O mestre disse: ‘Espere um pouco!
Espere! Você vai cometer suicídio?’
O homem disse, ‘Quem é você para me impedir?’
O mestre lhe disse, ‘Eu não estou impedindo você. Na verdade, eu gostaria de vê-lo cometendo suicídio, mas antes de fazê-lo, se você puder doar os seus dois olhos, porque o rei deste país ficou cego e os médicos disseram que se alguém puder doar-lhe os olhos, eles poderão ser transplantados e o rei poderá enxergar novamente. Mas tem que ser olhos de uma pessoa viva, não de um morto. E o que você quiser como recompensa, como prêmio, é só dizer e será seu. Assim, antes de suicidar, por que não fazer um pequeno negócio?’
O homem disse, ‘Quanto ele pagará?’
Ele já havia esquecido o suicídio. As pessoas estão sempre pensando em negócios.
O mestre disse, ‘O quanto você pedir, é só dizer.’
Ele disse, ‘Eu sou um pobre homem, não posso pedir muito. Dê-me uma sugestão. Eu vou cometer suicídio.’
Então o mestre disse, ‘Pense alto. Que tal, vinte mil rúpias?’
O homem disse, ‘Vinte mil rúpias? Meu Deus, eu nunca pensei que poderia ter vinte mil rúpias.’
Mas o mestre disse, ‘Você ainda pode pensar. Eu posso até mesmo dizer ao rei que você precisa de vinte milhões. Tudo depende de você, pois o rei quer os olhos e paga qualquer preço.’
O homem disse, ‘Vinte milhões? Mas então, por que eu deveria cometer suicídio?’
O mestre disse, ‘Isso é com você. Mas, viver uma vida sem os olhos, mesmo tendo vinte milhões de rúpias, não será muito agradável.’
Já estavam a caminho do palácio, quando o homem começou a dizer ao mestre, ‘Eu estou pensando outra coisa.’
Ele disse, ‘Que outra coisa? Você já subiu o seu preço de novo?’
Ele respondeu, ‘O preço não é a questão. Eu estou pensando: só por dois olhos, vinte milhões? E quanto às duas orelhas, o nariz, os dentes, todo o meu corpo? Qual o preço de todo o meu corpo?’
O mestre disse, ‘Você pode calcular, pois se são vinte milhões por apenas dois olhos...’
O homem disse, ‘Eu não vou vender. Eu vou para a minha casa.’ O mestre disse, ‘E quanto ao suicídio?’
Ele disse, ‘Eu pensava que você era um homem religioso. Você é um assassino! Você quer que eu cometa suicídio? Agora que pela primeira vez eu pude reconhecer o que a existência me deu, e eu não tive que pagar nem um tostão. Estes dois olhos que têm visto todo tipo de beleza, estas duas orelhas que têm ouvido todo tipo de música, esta vida que tem experienciado tanta coisa... E eu nada paguei por isto, nem mesmo disse muito obrigado. E o suicídio nada mais é que a última reclamação, a mais feia reclamação contra a existência: ela me deu tanto e eu estou destruindo tudo. Ao invés de estar agradecido, eu estou traindo. Não, eu não posso cometer suicídio e não posso vender os meus olhos, eles não têm preço. Você pode dizer isso ao rei. Nem mesmo por todo o seu reino eu não posso doar os meus olhos, mesmo sendo eu um mendigo.’
Você já percebeu o quanto a existência tem dado a você?
Não, você tem isso como certo, como se você tivesse feito por merecer, como se tivesse sido uma conquista sua.
Você não fez por merecer. Não foi algo que você conquistou. É um presente, é uma bênção, é simplesmente um ato de amor da existência ter-lhe dado tanto. E ela está pronta para lhe dar muito mais. Você é que não está pronto para receber.
O homem disse, ‘Quem é você para me impedir?’
O mestre lhe disse, ‘Eu não estou impedindo você. Na verdade, eu gostaria de vê-lo cometendo suicídio, mas antes de fazê-lo, se você puder doar os seus dois olhos, porque o rei deste país ficou cego e os médicos disseram que se alguém puder doar-lhe os olhos, eles poderão ser transplantados e o rei poderá enxergar novamente. Mas tem que ser olhos de uma pessoa viva, não de um morto. E o que você quiser como recompensa, como prêmio, é só dizer e será seu. Assim, antes de suicidar, por que não fazer um pequeno negócio?’
O homem disse, ‘Quanto ele pagará?’
Ele já havia esquecido o suicídio. As pessoas estão sempre pensando em negócios.
O mestre disse, ‘O quanto você pedir, é só dizer.’
Ele disse, ‘Eu sou um pobre homem, não posso pedir muito. Dê-me uma sugestão. Eu vou cometer suicídio.’
Então o mestre disse, ‘Pense alto. Que tal, vinte mil rúpias?’
O homem disse, ‘Vinte mil rúpias? Meu Deus, eu nunca pensei que poderia ter vinte mil rúpias.’
Mas o mestre disse, ‘Você ainda pode pensar. Eu posso até mesmo dizer ao rei que você precisa de vinte milhões. Tudo depende de você, pois o rei quer os olhos e paga qualquer preço.’
O homem disse, ‘Vinte milhões? Mas então, por que eu deveria cometer suicídio?’
O mestre disse, ‘Isso é com você. Mas, viver uma vida sem os olhos, mesmo tendo vinte milhões de rúpias, não será muito agradável.’
Já estavam a caminho do palácio, quando o homem começou a dizer ao mestre, ‘Eu estou pensando outra coisa.’
Ele disse, ‘Que outra coisa? Você já subiu o seu preço de novo?’
Ele respondeu, ‘O preço não é a questão. Eu estou pensando: só por dois olhos, vinte milhões? E quanto às duas orelhas, o nariz, os dentes, todo o meu corpo? Qual o preço de todo o meu corpo?’
O mestre disse, ‘Você pode calcular, pois se são vinte milhões por apenas dois olhos...’
O homem disse, ‘Eu não vou vender. Eu vou para a minha casa.’ O mestre disse, ‘E quanto ao suicídio?’
Ele disse, ‘Eu pensava que você era um homem religioso. Você é um assassino! Você quer que eu cometa suicídio? Agora que pela primeira vez eu pude reconhecer o que a existência me deu, e eu não tive que pagar nem um tostão. Estes dois olhos que têm visto todo tipo de beleza, estas duas orelhas que têm ouvido todo tipo de música, esta vida que tem experienciado tanta coisa... E eu nada paguei por isto, nem mesmo disse muito obrigado. E o suicídio nada mais é que a última reclamação, a mais feia reclamação contra a existência: ela me deu tanto e eu estou destruindo tudo. Ao invés de estar agradecido, eu estou traindo. Não, eu não posso cometer suicídio e não posso vender os meus olhos, eles não têm preço. Você pode dizer isso ao rei. Nem mesmo por todo o seu reino eu não posso doar os meus olhos, mesmo sendo eu um mendigo.’
Você já percebeu o quanto a existência tem dado a você?
Não, você tem isso como certo, como se você tivesse feito por merecer, como se tivesse sido uma conquista sua.
Você não fez por merecer. Não foi algo que você conquistou. É um presente, é uma bênção, é simplesmente um ato de amor da existência ter-lhe dado tanto. E ela está pronta para lhe dar muito mais. Você é que não está pronto para receber.
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Um grande beijo de muita luz no seu coração!
Adorei.
ResponderExcluirGratidão Sergio!!!!! Beijos de luz!!! <3
Excluirmuito bom! vou reler, acho que posso aprender um pouco mais ! ;)
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